Com suas patas pontudas, andando de lado vão
remoendo os grãos de areia inconscientemente,
sem se preocupar em revolver o ambiente
quase sempre impelidos a buscar o inacessível,
para continuarem se alimentando do que existe
de mais nobre no Homem.
Carapaças duras, forjadas durante uma vida,
feitas do mais forte aço mental.
Eles esperam o momento certo para avançar em nossas defesas
no momento em que os escudos estão abaixados.
Os caranguejos-escondidos nas cidades:
duros por fora, moles por dentro.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Age of Silence - I no longer know if I am mad
I no longer know if I am mad
or if I'm feigning it to cover my own mediocrity
I sometimes feel like a fell wizened necromancer
labouring at his pleasure
performing his liturgy as one long consumed by ashes
Factory fumes nourishing the dreams of the cosmopolite
Affectionate longing for white coats, auditoriums and blackboard dust
Spiraling walkways, webs of concrete, bricks and mirrored glass
I no longer know if I have experienced passion/love/despair/hate
Was it only socially induced behaviour?
Like long forgotten twisted poetry
gleaned from mouldy parchment
Pain is always more real than bliss
It's in greater supply
It's the warm familiar womb in which your mind can hide
As your open doors and portals
Walk the paved paths to offerings
Foiled predetermined neurological patterns
Like paper boats bound for the drains
You speak the incantations written on grey mortal walls
syllables tasting like blood in your mouth
You know absolution
You know mortallity
Reality slowly peeled layer by layer
outwards to the fringe where upon the altar of forgotten deities
the combustion of the self still vibrates
Dark flowers thrusting their thorns up
reaching where manifestations of the skies labour to fill the vacuum
You seek to explain the universe with numbers
Itch to fill in the final answer underlined twice
Like an infant you step into the first light at dawn
It's bright and bitter and sharp
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Homenagem binocular
Olhos. Olhos humanos femininos. Encantam e mesmerizam melhor que o mais carismático dos seres.
Soturnos, profundos, etéreos... nunca desprezo o que ousam dizer sem falar, tocar sem encostar, retirar sem gastar, estas janelas da alma da qual jorra divindade terrena aos meus vívidos sentidos, atraindo, hipnotizando, resgatando.
E por favor, não use óculos de sol perto de mim.
Soturnos, profundos, etéreos... nunca desprezo o que ousam dizer sem falar, tocar sem encostar, retirar sem gastar, estas janelas da alma da qual jorra divindade terrena aos meus vívidos sentidos, atraindo, hipnotizando, resgatando.
E por favor, não use óculos de sol perto de mim.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Palavreado
Palavras. Palavras inúteis que insistem em proferir. Não têm serventia senão confundir, dilacerar e principalmente, reduzir drasticamente o sentimento essencial de todas as coisas. As palavras têm poder, sim! Mas ainda mais digno de tal sorte é o coração e o que nele está contido.
Muitas vezes o silêncio fala mais que as palavras. E é mais intenso que um milhão delas.
Muitas vezes o silêncio fala mais que as palavras. E é mais intenso que um milhão delas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Oh, melancolia!
Quando uma vai, outra vem
Quando tudo fica branco, tudo fica cinza
Se um ganha, outro tem de perder
Por que tem que ser assim? Será a vontade do Universo, cheio de compensações cósmicas e dualidades?
Tanto faz. O que posso fazer de melhor é aceitar e continuar sendo arrastado pela maré do Tempo. Não é tão ruim assim. Preciso esperar, quando 'dois' virar 'um'.
Quando uma vai, outra vem
Quando tudo fica branco, tudo fica cinza
Se um ganha, outro tem de perder
Por que tem que ser assim? Será a vontade do Universo, cheio de compensações cósmicas e dualidades?
Tanto faz. O que posso fazer de melhor é aceitar e continuar sendo arrastado pela maré do Tempo. Não é tão ruim assim. Preciso esperar, quando 'dois' virar 'um'.
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