quarta-feira, 22 de maio de 2013

Por que tu te escondes nas nuvens?



Por que tu te escondes nas nuvens, justo quando mais necessitam de ti? / Para se desfazer das personas, leva-se tempo. / A maquiagem do palhaço não se dilui sozinha. / Através do éter, e do céu, tu observas, calado, mas não desatento. / Tudo acontece, tudo passa, sem ser desapercebido por teus olhos mágicos e transparentes. / Não falas, não sussurras, mas comunicas. Tu, que és o grande observador dos mundos, sem nunca penetrá-los de fato. Onipresença não necessita de alteridade. / De todas que já conheci, és a de mais difícil acesso. / Não se desfaz uma montanha em mil anos, mas se destrói um universo inteiro, ao se fechar os olhos, em um instante. / A sincronicidade ocorre a cada instante, basta estares atento, como sempre estás. Uma uma imagem mental, uma palavra, uma ação concreta, e mundos são sacudidos, no entanto, continuas aí, a vagar invisível, es(x)tático e delirante, dançando nas nuvens, perdido no céu. Ninguém ouve seu grito, nem vê sua face emoldurada numa alcova celestial, nem quando os raios de Sol perpassam por entre as nuvens. Se continuares te ocultando, saberás teu destino próximo. Então, por que continuas te escondendo?

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