terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Contemplação


O corpo é um Templo. O Templo é habitado por uma entidade, que chamamos de Alma. Quando nascemos, o Templo, e por consequência a Alma inerente à ele, é pura, cristalina, sem interferências do Mundo Externo. Após o nascimento (o pilar arquitetônico do Templo) ele é corrompido, deturpado, despojado de sua magnificência essencial única e até então incorruptível. Desde então, se desdenhamos do Templo e não cuidamos de sua aparência, este entra em Ruínas. Chamamos as Ruínas de Morte. Cabe a nós decidir o que fazer com o Templo que nos foi emprestado (sim, 'emprestado', pois entramos nos domínios do que chamamos de realidade física material, ou simplesmente 'Mundo', sem ele, e saímos deles igualmente sem ele): buscar uma quase eterna, fatídica e utópica urgência de manter o Templo eternamente em seu esplendor, tal qual um Taj Mahal, ou simplesmente usá-lo e desgastá-lo de forma lenta e vagarosa de todas as maneiras possíveis, físicas ou não, não se importando com suas devidas consequências, já que só sabemos o que é suficiente quando obtemos mais do que suficiente.
De um jeito ou de outro, devemos aceitar o aforisma mais inerente e essencial do Universo: todo Templo existente, deve entrar em Ruínas.

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