1 - Você dá uma virada no copo até quando coloca refrigerante nele.
2 - Você acha sua vida sem sentido e fútil se você chega em casa antes das 5 da manhã -e sóbrio-.
3 - Após mais uma bebedeira descontrolada você insiste para você mesmo e para as outras pessoas, de forma muito convicta e até religiosa que vai parar de beber, para no fim de semana seguinte, iniciar um novo ciclo alcoólico como tantas vezes antes.
4 - Você acorda de ressaca no dia seguinte, abre a geladeira para comer ou tomar algo no café da manhã, mas só tem cerveja, porque você acaba de lembrar que não está na sua casa, e sim numa pousada ou casa alugada numa viagem de congresso de faculdade, aí você pára e pensa: "bom, o melhor jeito de evitar ressaca, é manter-se bêbado! dã!".
5 - Você chega em casa 7 horas da manhã (viu? Você chegou em casa cedo!!), bêbado, e seus pais simplesmente te recebem com "bom dia!", como se nada de mais tivesse acontecido, afinal, eles já estão acostumados com esse comportamento.
6 - Sua mãe te questiona a mesma pergunta pela enésima vez: "meu filho, porque você bebe?" "Eu bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comia!", e ela dá uma risadinha.
7 - Você descobre que bebida em excesso misturado com carência afetiva não dá certo, e acaba tomando atitudes levianas e impulsivas que trazem risco à sua saúde física e mental, além de abalar sua reputação.
8 - Hã? Reputação??
9 - Você tem amnésia alcoólica com tanta frequência que nem liga mais.
10 - Quê?
11 - Você dá uma virada no copo até quando coloca água mineral nele.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
não existem ateus em tocas de raposa
Desde que eu tinha uns 12 ou 13 anos de idade, comecei a me intrigar e me interessar pela questão existencialista mais profunda, simultaneamente racional e irracional da espécie humana, que data de dezenas de milênios: a crença em Deus, ou algum tipo de força cósmica que permeia tudo e todos. Possivelmente por, durante essa fase de minha vida, ter passado por algumas experiências pouco elucidadas pela ciência tradicional, e portanto sendo melhor enquadradas dentro da metafísica, enveredei pelo estudo sistemático e abrangente das religiões (embora seja raro praticá-las com assiduidade). Quais delas? Na verdade, todas. Inclusive as que não deveriam ser taxadas de dogmas ou sistemas religiosos, e tendo mais interesse e afinidade pelas tradições orientais. Desde então, procurei abrir sempre minha mente à respeito de tal assunto. Tenho respeito e admiração por todas as tradições, até mesmo leio sobre ceticismo e ateísmo, que aliás, considero uma religião, por que caso você seja ateu, saiba de uma coisa: para 'não crer', é preciso ter tanta Fé quanto um crente. E além disso, pode ser um movimento tão extremista e alienizador quanto qualquer religião (vide Richard Dawkins. Quem me disser que ele não é extremista e fanático, me atire uma pedra!). Um dos grandes expoentes da corrente cética foi Carl Sagan, que com certeza foi uma grande pessoa, que contribuiu muito para a humanidade. Gostava dele. Principalmente por que ele era cosmologista, assunto que sou muuuito leigo, mas tenho grande admiração.
Antes dessa idade, eu realmente não ligava para essas questões. Nem um pouco mesmo. Não sabia nem rezar. Quando minha irmã foi catequizada, eu não quis. Fiz pirraça. Eu era uma criança ateísta em potencial. E não me envergonho disso. Mas como disse anteriormente, depois de algumas experiências muito pessoais, ocorreu um "click" interno, e mudei. O que acho engraçado é que, algumas pessoas que se dizem céticas ou ateístas, em situações extremas, subitamente mudam e começam a crer em alguma coisa. Depois que a experiência passa, eles tornam a se intitularem como tal: céticos. Foi apenas um susto. Não estou querendo atacar ninguém, pode ser que seja um mecanismo de defesa genético e/ou psicológico em situações de perigo imediato. Temos que nos agarrar em alguma coisa, mesmo que seja invisível, em situações de alto risco de vida. Daí o título desse post.
Acredito que passamos por três fases bem definidas em nossas vidas. E essas fases estão até de uma certa maneira descritas no célebre enigma da Esfinge, do qual Édipo conseguiu decifrar (quem lembra???). Quando infantes e jovens, temos nossos corpos físicos bem definidos, resistentes e desenvolvidos. Precisamos dele mais do qualquer outra coisa. Isso remete à tempos remotos da existência humana, quando eram grandes os riscos físicos.
Quando adultos, nossa mente é mais desenvolvida, estável e forte. Damos um certo descanso em nosso corpo, porque não somos mais tão jovens, e precisamos da nossa mente bem mais que o corpo. Precisamos estudar, ler, trabalhar. Por isso a mente é mais desenvolvida nessa etapa da vida.
Na terceira fase (a velhice), estamos desgastados física e mentalmente. Osteoporose, artrite, Alzheimer... o que nos resta de mais valioso é nosso espírito. E não quero dizer espírito como algo paranormal, ou metafísico. Quero dizer vontade, ou intenção. Vontade de continuar vivendo e lutando, enquanto o abraço da Morte está cada vez mais próximo. É nessa fase que muitas pessoas começam a desenvolver sua espiritualidade. Interessante.
Às vezes invejo os agnósticos. Eles são os únicos com a ingênua e inocente capacidade de passarem desapercebidos pela infindável batalha intelectualóide e mesquinha entre crentes e céticos. Eles simplesmente olham para os dois lados e dizem: "vocês nunca irão provar nada, nem pela Fé nem pela Ciência!".
"Não existem ateus em tocas de raposa, eles dizem, e eu fui um ateu em toca de raposa por muito tempo. Mas após passar por uma crise da meia-idade e tendo várias coisas mudando bem depressa, me fez pensar sobre minha mortalidade. E quando você começa a pensar sobre a morte, você começa a pensar sobre o que existe além dela. E então você espera que exista um Deus. Para mim, é um pensamaneto aterrorizante pensar em ir a lugar algum. Eu também não posso acreditar que pessoas como Stalin e Hitler irão para o mesmo lugar que Mãe Teresa."
- Peter Steele
Com toda essa discussão que fiz, sinceramente, quero dedicá-la semi-exclusivamente para uma pessoa: Eu. Portanto, não tive intenção de atingir nenhuma pessoa, seja ela crente, ateísta ou agnóstica. Pessoalmente, acredito, mas como disse, tenho humildade e prazer em discutir e ler sobre todos os assuntos relacionados, sob diferentes pontos de vista.
E você, como se enquadraria (se é que consegue)?
Antes dessa idade, eu realmente não ligava para essas questões. Nem um pouco mesmo. Não sabia nem rezar. Quando minha irmã foi catequizada, eu não quis. Fiz pirraça. Eu era uma criança ateísta em potencial. E não me envergonho disso. Mas como disse anteriormente, depois de algumas experiências muito pessoais, ocorreu um "click" interno, e mudei. O que acho engraçado é que, algumas pessoas que se dizem céticas ou ateístas, em situações extremas, subitamente mudam e começam a crer em alguma coisa. Depois que a experiência passa, eles tornam a se intitularem como tal: céticos. Foi apenas um susto. Não estou querendo atacar ninguém, pode ser que seja um mecanismo de defesa genético e/ou psicológico em situações de perigo imediato. Temos que nos agarrar em alguma coisa, mesmo que seja invisível, em situações de alto risco de vida. Daí o título desse post.
Acredito que passamos por três fases bem definidas em nossas vidas. E essas fases estão até de uma certa maneira descritas no célebre enigma da Esfinge, do qual Édipo conseguiu decifrar (quem lembra???). Quando infantes e jovens, temos nossos corpos físicos bem definidos, resistentes e desenvolvidos. Precisamos dele mais do qualquer outra coisa. Isso remete à tempos remotos da existência humana, quando eram grandes os riscos físicos.
Quando adultos, nossa mente é mais desenvolvida, estável e forte. Damos um certo descanso em nosso corpo, porque não somos mais tão jovens, e precisamos da nossa mente bem mais que o corpo. Precisamos estudar, ler, trabalhar. Por isso a mente é mais desenvolvida nessa etapa da vida.
Na terceira fase (a velhice), estamos desgastados física e mentalmente. Osteoporose, artrite, Alzheimer... o que nos resta de mais valioso é nosso espírito. E não quero dizer espírito como algo paranormal, ou metafísico. Quero dizer vontade, ou intenção. Vontade de continuar vivendo e lutando, enquanto o abraço da Morte está cada vez mais próximo. É nessa fase que muitas pessoas começam a desenvolver sua espiritualidade. Interessante.
Às vezes invejo os agnósticos. Eles são os únicos com a ingênua e inocente capacidade de passarem desapercebidos pela infindável batalha intelectualóide e mesquinha entre crentes e céticos. Eles simplesmente olham para os dois lados e dizem: "vocês nunca irão provar nada, nem pela Fé nem pela Ciência!".
"Não existem ateus em tocas de raposa, eles dizem, e eu fui um ateu em toca de raposa por muito tempo. Mas após passar por uma crise da meia-idade e tendo várias coisas mudando bem depressa, me fez pensar sobre minha mortalidade. E quando você começa a pensar sobre a morte, você começa a pensar sobre o que existe além dela. E então você espera que exista um Deus. Para mim, é um pensamaneto aterrorizante pensar em ir a lugar algum. Eu também não posso acreditar que pessoas como Stalin e Hitler irão para o mesmo lugar que Mãe Teresa."
- Peter Steele
Com toda essa discussão que fiz, sinceramente, quero dedicá-la semi-exclusivamente para uma pessoa: Eu. Portanto, não tive intenção de atingir nenhuma pessoa, seja ela crente, ateísta ou agnóstica. Pessoalmente, acredito, mas como disse, tenho humildade e prazer em discutir e ler sobre todos os assuntos relacionados, sob diferentes pontos de vista.
E você, como se enquadraria (se é que consegue)?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Útero
O maior crime que podem cometer com o ser humano é justamente fazer com que ele nasça. Ele não clamou ou exigiu que surgisse no mundo, em instante algum! Entretanto, ele é subitamente gerado no interior do aconchegante corpo feminino, e alguns meses depois, é violentamente expulso de seu casulo úmido, escuro, quente, nutritivo e seguro para um mundo árido, que irradia luz por todas as direções, frio, deficiente e perigoso, e daí tem início a vida terrestre, extra-uterina.Mas confesso que vale a pena todo sorriso inocente dedicado, toda gota de suor derramada, toda felicidade compartilhada, e toda dor sofrida. Pois por isso vivemos. Para que um dia estejamos preparados para o regresso ao útero. Não o materno, humano, definido. E sim o eterno, universal, indefinido.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Centelha

Nossa vida não passa de um lapso de memória do Universo; uma efemérida adulta em busca de um significado para seu efêmero momento de existência; a colisão entre um elétron e um pósitron; o primeiro e último sopro vital de um recém-nascido que morre no parto; o momento que uma pedra deixa de ser 'pedra' e se torna uma 'escultura'; o dia em que alguém deixa de 'ser' e se torna 'lápide'; uma pedra de granizo que se estilhaça quando vai de encontro ao chão; um meteoro que se desintegra ao penetrar na atmosfera terrestre.
O que mais me fascina é o fato de nossos corpos físicos carregarem consigo uma centelha. Não quero chamá-la ou caracterizá-la estritamente como Alma, e sim, 'vontade', 'intenção'. Pois esta (a centelha) transcende e ultrapassa qualquer noção física e material acima descrita. E ela não se apaga de imediato. Queima, aquece, urge, movimenta. E não morre nunca.
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