segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Centelha


Nossa vida não passa de um lapso de memória do Universo; uma efemérida adulta em busca de um significado para seu efêmero momento de existência; a colisão entre um elétron e um pósitron; o primeiro e último sopro vital de um recém-nascido que morre no parto; o momento que uma pedra deixa de ser 'pedra' e se torna uma 'escultura'; o dia em que alguém deixa de 'ser' e se torna 'lápide'; uma pedra de granizo que se estilhaça quando vai de encontro ao chão; um meteoro que se desintegra ao penetrar na atmosfera terrestre.

O que mais me fascina é o fato de nossos corpos físicos carregarem consigo uma centelha. Não quero chamá-la ou caracterizá-la estritamente como Alma, e sim, 'vontade', 'intenção'. Pois esta (a centelha) transcende e ultrapassa qualquer noção física e material acima descrita. E ela não se apaga de imediato. Queima, aquece, urge, movimenta. E não morre nunca.

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