domingo, 14 de novembro de 2010

Processos

Criar é uma experiência fantástica. Melhor ainda é Destruir e (re)Criar novamente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

É pato,lógico!

"Antes ser um sociopata que ser um pato social (quack!)"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

o Certo é o Errado que a maioria compra.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vivendo sem expectativas

Quanto mais se espera,
menos se esmera

Quanto menos se aquieta,
mais se depleta

Os loucos é que têm sorte! Os legítimos sábios do viver, com a plena convicção de que ser sem expectativas é maior exemplo de ausência de vaidade.

Ai, quem me dera ser mais um louco.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Excerto sobre música

Música é um pequeno pacote de drogas audiovisuais, capaz de transpor barreiras entre os sentidos (todos eles), de efeito terapêutico, relaxante, estimulante, transcendente, psicossomático, capaz de tornar o tempo atemporal, de provocar sensações e estímulos alucinógenos, fazendo o usuário se sentir deslocado no tempo e espaço, sem sair do lugar. E, claro, como qualquer droga, pode causar dependência.

(Escutando: Mortiis - Everyone Leaves)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Liberdade finda

Nascemos a partir de uma cagada da Natureza proveniente de uma cagada cósmica maior ainda. Um sonho dentro de um sonho. Diferentes nuances da realidade, que se cruzam e se manifestam em Vida. Essa prisão efêmera, acidental, cíclica, chamada de Vida. A Morte é senão a maior das liberdades, entretanto, não pretendo (não quero) me libertar tão cedo.

sábado, 15 de maio de 2010

Ulver - In the Kingdom of the Blind the One eyed Are Kings



If it were within our power,
beyond the reach of slavish pride.
To no longer harbour grievances,
behind the mask's opportunists facade.
We could welcome the responsibilty
like a long lost friend,
and re-establish the kingdom of laughter
in the dolls house once again.
For time has imprisoned us
in the order of our years,
in the discipline of our ways
and in the passing of momentary stillness
we can view our chaos in motion
and the subsequent collisions of fools
well versed in the subtle art of slavery.

sábado, 17 de abril de 2010

(In)conformismo

molécula de felicidade, se expande subitamente, parece que não vai ter fim e então, ela se dissipa ao redor, de maneira mais súbita ainda, como se nunca estivesse lá. Apenas um devaneio da alma.

deserto da tristeza. Imensidão árida que castiga, cansa, corrói, desidrata. E mata. Um oásis nesse deserto é a personificação da felicidade, embora seja difícil de encontrar, e quando encontramos, se esgota rapidamente (ou foi apenas uma miragem da psique).

fazer com que esse oásis mantenha seu brilho eternamente, e nunca se esgote, é tarefa quase tão difícil quanto criar um novo Universo. É como praticar meditação transcedental durante tempo indeterminado: você entra num estado de 'não-existência' e, ao mesmo tempo, está a par de tudo ao redor, alerta.
E quem falou que é fácil meditar?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Você sabe que está se tornando um alcoólatra quando:

1 - Você dá uma virada no copo até quando coloca refrigerante nele.

2 - Você acha sua vida sem sentido e fútil se você chega em casa antes das 5 da manhã -e sóbrio-.

3 - Após mais uma bebedeira descontrolada você insiste para você mesmo e para as outras pessoas, de forma muito convicta e até religiosa que vai parar de beber, para no fim de semana seguinte, iniciar um novo ciclo alcoólico como tantas vezes antes.

4 - Você acorda de ressaca no dia seguinte, abre a geladeira para comer ou tomar algo no café da manhã, mas só tem cerveja, porque você acaba de lembrar que não está na sua casa, e sim numa pousada ou casa alugada numa viagem de congresso de faculdade, aí você pára e pensa: "bom, o melhor jeito de evitar ressaca, é manter-se bêbado! dã!".

5 - Você chega em casa 7 horas da manhã (viu? Você chegou em casa cedo!!), bêbado, e seus pais simplesmente te recebem com "bom dia!", como se nada de mais tivesse acontecido, afinal, eles já estão acostumados com esse comportamento.

6 - Sua mãe te questiona a mesma pergunta pela enésima vez: "meu filho, porque você bebe?" "Eu bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comia!", e ela dá uma risadinha.

7 - Você descobre que bebida em excesso misturado com carência afetiva não dá certo, e acaba tomando atitudes levianas e impulsivas que trazem risco à sua saúde física e mental, além de abalar sua reputação.

8 - Hã? Reputação??

9 - Você tem amnésia alcoólica com tanta frequência que nem liga mais.

10 - Quê?

11 - Você dá uma virada no copo até quando coloca água mineral nele.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

não existem ateus em tocas de raposa

Desde que eu tinha uns 12 ou 13 anos de idade, comecei a me intrigar e me interessar pela questão existencialista mais profunda, simultaneamente racional e irracional da espécie humana, que data de dezenas de milênios: a crença em Deus, ou algum tipo de força cósmica que permeia tudo e todos. Possivelmente por, durante essa fase de minha vida, ter passado por algumas experiências pouco elucidadas pela ciência tradicional, e portanto sendo melhor enquadradas dentro da metafísica, enveredei pelo estudo sistemático e abrangente das religiões (embora seja raro praticá-las com assiduidade). Quais delas? Na verdade, todas. Inclusive as que não deveriam ser taxadas de dogmas ou sistemas religiosos, e tendo mais interesse e afinidade pelas tradições orientais. Desde então, procurei abrir sempre minha mente à respeito de tal assunto. Tenho respeito e admiração por todas as tradições, até mesmo leio sobre ceticismo e ateísmo, que aliás, considero uma religião, por que caso você seja ateu, saiba de uma coisa: para 'não crer', é preciso ter tanta Fé quanto um crente. E além disso, pode ser um movimento tão extremista e alienizador quanto qualquer religião (vide Richard Dawkins. Quem me disser que ele não é extremista e fanático, me atire uma pedra!). Um dos grandes expoentes da corrente cética foi Carl Sagan, que com certeza foi uma grande pessoa, que contribuiu muito para a humanidade. Gostava dele. Principalmente por que ele era cosmologista, assunto que sou muuuito leigo, mas tenho grande admiração.

Antes dessa idade, eu realmente não ligava para essas questões. Nem um pouco mesmo. Não sabia nem rezar. Quando minha irmã foi catequizada, eu não quis. Fiz pirraça. Eu era uma criança ateísta em potencial. E não me envergonho disso. Mas como disse anteriormente, depois de algumas experiências muito pessoais, ocorreu um "click" interno, e mudei. O que acho engraçado é que, algumas pessoas que se dizem céticas ou ateístas, em situações extremas, subitamente mudam e começam a crer em alguma coisa. Depois que a experiência passa, eles tornam a se intitularem como tal: céticos. Foi apenas um susto. Não estou querendo atacar ninguém, pode ser que seja um mecanismo de defesa genético e/ou psicológico em situações de perigo imediato. Temos que nos agarrar em alguma coisa, mesmo que seja invisível, em situações de alto risco de vida. Daí o título desse post.

Acredito que passamos por três fases bem definidas em nossas vidas. E essas fases estão até de uma certa maneira descritas no célebre enigma da Esfinge, do qual Édipo conseguiu decifrar (quem lembra???). Quando infantes e jovens, temos nossos corpos físicos bem definidos, resistentes e desenvolvidos. Precisamos dele mais do qualquer outra coisa. Isso remete à tempos remotos da existência humana, quando eram grandes os riscos físicos.
Quando adultos, nossa mente é mais desenvolvida, estável e forte. Damos um certo descanso em nosso corpo, porque não somos mais tão jovens, e precisamos da nossa mente bem mais que o corpo. Precisamos estudar, ler, trabalhar. Por isso a mente é mais desenvolvida nessa etapa da vida.
Na terceira fase (a velhice), estamos desgastados física e mentalmente. Osteoporose, artrite, Alzheimer... o que nos resta de mais valioso é nosso espírito. E não quero dizer espírito como algo paranormal, ou metafísico. Quero dizer vontade, ou intenção. Vontade de continuar vivendo e lutando, enquanto o abraço da Morte está cada vez mais próximo. É nessa fase que muitas pessoas começam a desenvolver sua espiritualidade. Interessante.


Às vezes invejo os agnósticos. Eles são os únicos com a ingênua e inocente capacidade de passarem desapercebidos pela infindável batalha intelectualóide e mesquinha entre crentes e céticos. Eles simplesmente olham para os dois lados e dizem: "vocês nunca irão provar nada, nem pela Fé nem pela Ciência!".


"Não existem ateus em tocas de raposa, eles dizem, e eu fui um ateu em toca de raposa por muito tempo. Mas após passar por uma crise da meia-idade e tendo várias coisas mudando bem depressa, me fez pensar sobre minha mortalidade. E quando você começa a pensar sobre a morte, você começa a pensar sobre o que existe além dela. E então você espera que exista um Deus. Para mim, é um pensamaneto aterrorizante pensar em ir a lugar algum. Eu também não posso acreditar que pessoas como Stalin e Hitler irão para o mesmo lugar que Mãe Teresa."
- Peter Steele

Com toda essa discussão que fiz, sinceramente, quero dedicá-la semi-exclusivamente para uma pessoa: Eu. Portanto, não tive intenção de atingir nenhuma pessoa, seja ela crente, ateísta ou agnóstica. Pessoalmente, acredito, mas como disse, tenho humildade e prazer em discutir e ler sobre todos os assuntos relacionados, sob diferentes pontos de vista.

E você, como se enquadraria (se é que consegue)?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Útero

O maior crime que podem cometer com o ser humano é justamente fazer com que ele nasça. Ele não clamou ou exigiu que surgisse no mundo, em instante algum! Entretanto, ele é subitamente gerado no interior do aconchegante corpo feminino, e alguns meses depois, é violentamente expulso de seu casulo úmido, escuro, quente, nutritivo e seguro para um mundo árido, que irradia luz por todas as direções, frio, deficiente e perigoso, e daí tem início a vida terrestre, extra-uterina.

Mas confesso que vale a pena todo sorriso inocente dedicado, toda gota de suor derramada, toda felicidade compartilhada, e toda dor sofrida. Pois por isso vivemos. Para que um dia estejamos preparados para o regresso ao útero. Não o materno, humano, definido. E sim o eterno, universal, indefinido.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Centelha


Nossa vida não passa de um lapso de memória do Universo; uma efemérida adulta em busca de um significado para seu efêmero momento de existência; a colisão entre um elétron e um pósitron; o primeiro e último sopro vital de um recém-nascido que morre no parto; o momento que uma pedra deixa de ser 'pedra' e se torna uma 'escultura'; o dia em que alguém deixa de 'ser' e se torna 'lápide'; uma pedra de granizo que se estilhaça quando vai de encontro ao chão; um meteoro que se desintegra ao penetrar na atmosfera terrestre.

O que mais me fascina é o fato de nossos corpos físicos carregarem consigo uma centelha. Não quero chamá-la ou caracterizá-la estritamente como Alma, e sim, 'vontade', 'intenção'. Pois esta (a centelha) transcende e ultrapassa qualquer noção física e material acima descrita. E ela não se apaga de imediato. Queima, aquece, urge, movimenta. E não morre nunca.

domingo, 31 de janeiro de 2010

lacrimologia

O choro do neonato é fisiológico.
O choro do adulto é patológico.
O choro da criança, pirraça.
Lágrimas de crocodilo, trapaça.

Não chore pela dor da esperança perdida
Chore pela partilha da alegria concedida
Chore pela existência da vida concebida
Não chore pela carência da necessidade acometida...

Pois tudo passa. Como lágrimas a escorrer sobre um rosto a esconder...

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Alquimia


Cérebro. Mente. Razão. (nem sempre, não é mesmo?)

Coração. Emoção. Amor. (às vezes nos enganamos, ficamos na dúvida)

Corpo. Membros. Ação. (não pense. Apenas faça!!)

É tão difícil unir de forma parcimoniosa tais conceitos. Em todo caso, tais objetos não estão na ordem acima de forma aleatória, a toa: o cérebro está acima dos demais órgãos. O coração se situa intermediário. O corpo, por sua vez, responde aos comandos da voz-integração cérebro/coração. Razão e emoção. Tem gente que muda a ordem dos comandos a seu bel prazer. Uns seguem somente a voz da Razão. Outros, da Emoção. Enquanto alguns outros ponderam no precipício entre os dois.

"O que está em cima é igual ao que está em baixo."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Verborragia

Nascendo e sofrendo,
Vivendo e aprendendo,
Tomando esporro e crescendo,
Quebrando a cara e me surpreendendo,
Andando e tropeçando,
Tropeçando e caindo,
Caindo e tornando a se erguer,
Pensando e enlouquecendo,
Escrevendo e transcendendo,
Evoluindo e regredindo,
Morrendo e refazendo...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Caminhos e sonhos


Muitas pessoas (senão todas que conheço) têm sonhos na vida. Sonhos no sentido de vontades e necessidades a serem realizadas, cumpridas, por uma premissa demasiada humana demais, terrena demais: nossos mais profundos desejos e anseios. Não acho errado ter sonhos e projetos na vida, acho comum e normal. Eu também possuo alguns, mesmo que poucos, e alguns utópicos. Pode parecer paradoxal, mas acho um tanto estranho o fato de concretizar os tais sonhos. Por exemplo: alguém casualmente pode sonhar em ter uma casa de praia. Aí, após algum tempo, somado aos esforços específicos de tal pessoa para realizar tal sonho, este se concretiza. Hum, tudo bem. E depois? Naturalmente, a possibilidade posterior mais sensata seria 'cultivar outro sonho'. Mas até quando? Será que estamos condenados a viver de e através de nossos instintos mais básicos a fim de realizar as vontades mais arraigadas de nosso Ego? Isso parece muito distópico para mim.

Se o texto está ficando confuso demais, vou direto ao ponto: o que quero dizer com tudo isso é que, com a nossa busca incessante por tais desejos, acabamos por esquecer e subestimar o mais importante, essencial e belo de tudo isso: a jornada que levamos. A longa caminhada que tivemos que fazer para realizarmos a vontade do Ego. Pois bem, o mais importante no ato sexual será o final e derradeiro orgasmo? Ou o próprio ato em si, antes do sempre esperado (mas nem sempre alcançado) final? A maioria das pessoas só se preocupa com um início glorioso, cheio de esperanças positivas, e um final igualmente grandioso, onírico, martírico. Mas e o meio? Alguém se lembra dele? Quando faz uma longa trilha numa floresta rumo a uma (altamente recompensadora) cachoeira, consegue se lembrar do caminho que fez? Ou não se importa nem um pouco com ele? Pense nisso.

"O mais importante não é chegar na clareira no final do Caminho, e sim trilhar o Caminho."

Por ora, mantenho poucos sonhos, mas tenho convicção de que a caminhada que me leva até eles é o ato mais importante e sublime.

OBS: Muitas das coisas que me inspiraram esse texto, foram retiradas do magnum opus escrito pelo escritor Stephen King, chamada "Dark Tower".

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sobre mudar


Ao conversar com um amigo certa noite, num bar, me ocorreu uma epifania, sobre como as pessoas mudam, de acordo com uma determinada ocasião, atmosfera ou principalmente ao decorrer da vida, no processo natural de 'ficar mais velho'. Percebi que, na realidade, nós (as pessoas), de modo geral, não mudamos nada. Já nascemos de um jeito, com uma essência pessoal e intransferível, fardo que temos que carregar nas costas de nossos corpos e mentes, desde o momento de nosso nascimento.

Lógico que nossas personalidades são moldadas de forma gradativa, por fatores externos (a educação que herdamos de nossos pais; a sociedade que vivemos e somos condicionados; nossos gostos pessoais com relação às Artes...) e internos (genes comportamentais; nosso própio ego e consciência individuais; nossos desejos e sonhos...). Mas o que quero dizer é que, por mais que possamos mudar estruturas superficiais de nosso caráter individual (físicas ou não), não podemos mudar aquilo que sempre fomos de forma mais profunda e inerente. Não mudamos. Apenas desenterramos fragmentos de personalidade enterrados bem profundamente nas cavernas de nosso cérebro, ou seja, nos "achamos". Tais porções são encontradas naturalmente ao longo da vida, meio que para nos preparar para as frequentes voltas da mesma. Daí as pessoas confundem: "nossa, como você mudou!", "Você não era assim, o que aconteceu?"

Será que somos tão essencialmente diferentes daquilo que éramos quando tínhamos 5 ou 6 anos de idade? E quando tivermos mais de 40, ainda conservaremos nossa personalidade íntegra?
Por enquanto, continuo firme neste discurso de pouca ou nenhuma mudança em nossas 'personas'.
Mas pode ser que eu mude...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lógica do saber

Sou aquele que sabe Tudo
e Tudo que sei, é que Nada sei
Se sei Tudo, então não sei Nada
E Nada é Tudo que tenho para saber
Porque Nada importa, e Tudo é grandioso demais.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Em 100 anos tudo é esquecido


Hoje quero compartilhar com vocês um poema do escritor norueguês Knut Hamsun. O título original é "Om hundrede aar er altin glemt" (em cem anos tudo é esquecido). Ele pode parecer um tanto trágico, mas ao mesmo tempo é reconfortante, porque nos faz lembrar que nossa vida terrena é tão passageira quanto o dia, e tão cíclica quanto as estações do ano. Fez algo grandioso na sua vida? Fez uma ação imperdoável, sem volta, e se arrependeu profundamente? Não importa de todo. Em cem anos, tudo é esquecido...
Em baixo segue uma tradução do poema, em inglês, que não foi feita por mim (Não sei ler Norueguês. Ainda):

"I drift in the evening, thinking and struggling,
I am like a boat capsized
and thought I lament and suffer
still I see no Solution.
But Why should I be so hard betrodden?
In hundred Years, everything is forgotten.
So then I sooner put an end to the Struggle
and go to the Sea with my paining Soul.
The world will find me there sometime later
so bitterly drowned to death.
But why should my end be so rotten?
In hundred years, everything is forgotten."

Tem um link no youtube com uma música com o mesmo nome do poema, com imagens bem sugestivas. Interessante para quem gosta ou se identifica com mitologia nórdica. Lembrando que a Noruega é um dos países que compõem a Escandinávia (assim como a Suécia), berço do povo Viking.

http://www.youtube.com/watch?v=yhQwKRIdtXg

sábado, 23 de janeiro de 2010

Dualidade existencialista

Você é o que você come/defeca.
Você é o que você escuta/fala.
Você é o que você assiste/faz.
Você é o que você lê/escreve.
Você é o que você toca/sente.
Você é o que você expressa/esconde.
Você é o que você pensa/abstrai.
Você é o que você É/não É.

Você é tudo isso, e nada disso.

Não espero que comprem meu peixe, espero que Você encontre o que precisa aqui. Pode levar de graça, eu não ligo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Trí a de

O pensamento é estado gasoso. Tudo dentro da mente flui de forma aleatória, entrópica, até que uma destas partículas de pensamento seja casualmente captada pela parcela consciente da mesma, catalisando finalmente o passo seguinte (a palavra). Pureza de pensamento e sinceridade com nós mesmos é a meta efetiva do 'bem-pensar'.

A palavra é estado líquido. Pois já que a água é mais fluida e as moléculas contidas nela são mais coesas do que o gás, assim também é a palavra (em relação ao pensamento), cuja dicção e dialética são variadas entre as pessoas. As palavras têm um poder maior do que imaginamos e menor do que queremos que elas tenham às vezes. Ela pode ser proferida com uma intenção clara e definida, e embora seja custoso, ela pode ser revertida, anulada. É necessário que saibamos falar com assertividade, porém.

A ação é estado sólido. Dentre as três proposições, esta é a que se torna mais impactante, sólida. Como uma pedra atirada num vitral, nossas ações são inexoráveis e muitas vezes sem volta (causando resultados ou estragos imprevistos). A não ser pela reação desencadeada pela ação, fato elementar do Universo, mesmo que às vezes tardio e retardado. Algumas pessoas falam de mais, outras agem de menos, outras pensam às vezes.

Na cultura nipônica, existe o sentimento de 'Sanmitsu', que significa (não na forma literal da expressão) pensar corretamente, falar corretamente e agir corretamente. Reforçando esse sentimento, são desenvolvidas técnicas para o desenvolvimento de 3 chakras correspondentes à essas três virtudes, bem como a entonação de seus respectivos mantras:

Ajna - Ohm
Visshuda - Ham
Anahata - Yam

Se não fosse difícil desenvolver, simultaneamente, de forma individual e geral esses três corações, a vida não teria a menor graça.
E quem sabe um dia cheguemos a nos Iluminar de tal forma?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Amor Terreno


Me dei conta de que o Amor é, dentre uma série de adjetivos e axiomas, uma linguagem. Sim, uma linguagem tão banal quanto as línguas, o sistema de libras, ou uma trilha de feromônios secretada por formigas.

Uma complexa síntese de drogas neuroquímicas secretadas naturalmente pelo hipotálamo engatilha aquilo que estamos acostumados a chamar de Paixão, e esta síntese é motivada por fatores, em sua maioria, externos, o que prova o quão somos cegos perante nós mesmos. Nos enganamos constantemente, tudo culpa (sempre!) do nosso Ego, que parece - e é - uma parcela diferente, e não inteiramente separada de nosso verdadeiro Eu, como um gêmeo fetus in fetu.

Cautela ao tentar entender essa forma de comunicação é necessário. Mas nunca estamos totalmente precavidos, e logo chega mais uma ocasião de tentar entendê-la. É inevitável.
Enquanto isso, continuo à espera de alguém que possa traduzir e sintonizar essa linguagem para mim.

Revolta Filosófica (ou Arrogância Breve)

Se os gregos são os pais da Filosofia Ocidental, então quem são os avós? Ou teriam eles surgido de "geração espontânea"?

E os Pensadores Orientais seriam filhos renegados e esquecidos do Conhecimento?

Paradoxo dos Sonhos


Quando sonhamos com alguma coisa boa, nos decepcionamos ao despertar, pois nosso ego fica perturbado pela doce ilusão provocada pelo nosso próprio sub-consciente. É uma situação tão frustrante e humilhante quanto broxar.
Paralelamente, ficamos felizes ao acordar de um sonho ruim, já que nos reconfortamos com o alívio e a boa sensação que o despertar para o Mundo Real nos traz. Mas como escapar desse estranho paradoxo, apenas um dentre infinitos...? A questão é que não precisamos (nem podemos) nos desprender dessa dualidade, apenas aceitá-la de modo que mais convenha em nossas vidas.
"Sonhar não custa nada", é o que dizem, mesmo que, para que ele se realize de forma material, tenhamos que nos empenhar por um período, às vezes, maior que uma vida humana. É... dos estranhos paradoxos da condição humana, Sonhar talvez seja o maior e mais sofrível deles. Ao mesmo tempo, é o que nos move, nos empurra para frente no rio da vida. Incrível! Necessitamos de uma sensação virtual, que pode se tornar atual um dia, ao acaso ou a partir de nossas próprias ações, para darmos um sentido às nossas vidas. Máquina de sonhos o Ser Humano é.
Mas, atualmente, não tenho conseguido sonhar com facilidade. E você? Com o que sonha?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ars Memorativa

Na minha singela opinião, de todas as Artes:

A Música é a que mais se assemelha a algo Divino,

A Literatura é a que mais se parece com uma carta de suicídio,

A Pintura é a que mais se aproxima de algo Pueril,

A Guerra é a que mais se parece com a comunidade Animal,

A Arquitetura é a mais eloqüente e esnobe,

A Escultura é certamente a mais Hedonista,

e por fim, a Política é a que mais se assemelha com algo porcino, enlameada além do limite do humanamente aceitável.





Ei! Quero deixar claro uma coisa: não tenho nada contra os porcos!

Contemplação


O corpo é um Templo. O Templo é habitado por uma entidade, que chamamos de Alma. Quando nascemos, o Templo, e por consequência a Alma inerente à ele, é pura, cristalina, sem interferências do Mundo Externo. Após o nascimento (o pilar arquitetônico do Templo) ele é corrompido, deturpado, despojado de sua magnificência essencial única e até então incorruptível. Desde então, se desdenhamos do Templo e não cuidamos de sua aparência, este entra em Ruínas. Chamamos as Ruínas de Morte. Cabe a nós decidir o que fazer com o Templo que nos foi emprestado (sim, 'emprestado', pois entramos nos domínios do que chamamos de realidade física material, ou simplesmente 'Mundo', sem ele, e saímos deles igualmente sem ele): buscar uma quase eterna, fatídica e utópica urgência de manter o Templo eternamente em seu esplendor, tal qual um Taj Mahal, ou simplesmente usá-lo e desgastá-lo de forma lenta e vagarosa de todas as maneiras possíveis, físicas ou não, não se importando com suas devidas consequências, já que só sabemos o que é suficiente quando obtemos mais do que suficiente.
De um jeito ou de outro, devemos aceitar o aforisma mais inerente e essencial do Universo: todo Templo existente, deve entrar em Ruínas.

- Prólogo -


Fiz um blog mais para satisfazer as demandas emocionais e pessoais do meu Ego do que para acalentar, consolar ou entreter quem possa alguma vez ter a oportunidade de ler algo daqui. Então, para melhor entendimento e compreensão, aí vão algumas regras e dicas (que, lógico, poderão ser quebradas ou anuladas em raras ocasiões) para um melhor desfrutar da leitura:

1 - Não tenho a pretensão de escrever algo grandioso, eloqüente demais, muito forçado. Se soar dessa forma, não foi minha intenção mais sincera. Apenas quero me divertir e me distrair um pouco, e às vezes compartilhar conhecimentos com as pessoas. Nunca espere algo de mim, ou de meus textos. Sem expectativas! Como a Vida deve ser.

2 - Vez ou outra, você poderá notar um certo tom sarcástico, azedo, em meus textos. Se você não gosta de limão, ou apenas não se sentiu confortável durante a leitura, por favor, sinta-se à vontade para ir embora. Vou lhe mostrar a saída: ---> Alt+F4

3 - Aleatoriamente, posso inserir algum texto proveniente de outro autor, ou um vídeo, música, livro ou trecho dele, etc., quando eu bem entender.

4 - NUNCA, jamais, tente compreender de forma absoluta e totalitária os textos que eu escrever. Não existe apenas uma verdade única absoluta, devemos ponderar sobre os diversos aspectos do conhecimento. Aliás, na minha opinião, isso é uma falha grave de alguns bloggers: escrever de forma platônica, ou exageradamente "profética", ou ainda como se suas aspirações fossem uma panacea, um remédio para todos os males que amolam a Alma. Como escrevi no início, pretendo escrever de forma aberta e não-pretensiosa, sempre tentando manter minha autenticidade literária.

5 - Sou admirador da Dualidade, presente em todas as Artes, sob diferentes facetas e conceitos, então não se surpreenda se um texto começar de um jeito e terminar de forma oposta, espelhada (ou vice-versa).

6 - Sinta-se à vontade para criticar alguma coisa aqui, se quiser, afinal, nós crescemos como seres pensantes e racionais através da crítica e da troca mútua, bilateral, do Conhecimento.

E aqui termina o prólogo. A porta deste quarto já foi aberta, agora cabe à você adentrá-la. Boa viagem!